Não é culpa da chuva é assassinato, mesmo !

Não é culpa da chuva é assassinato, mesmo !

Com um pouco de atraso, publico o texto-desabafo do amigo Dito, liderança respeitada e histórica dos movimentos de moradia, advogado e doutorando, sobre o descaso da sociedade (ou melhor, das classes altas), com tantas mortes - de gente pobre, negra, segregada - e a “culpa” que sempre é dada “a “falta de sorte”, à “natureza”, à “fatalidade”.Não é nada disso: é descaso mesmo, falta de gestão pública que se importe de fato com a população - toda ela.

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Ocupação não é problema, é solução (ou deveria ser)

Ocupação não é problema, é solução (ou deveria ser)

O desabamento do prédio da Paiçandu abriu a temporada de caça às bruxas....ou melhor, aos movimentos de moradia. Criminalizados, confundidos com bandidos, são vítimas de um fenômeno típico da sociedade de elite: a culpa é jogada nos pobres, desviando-se dos verdadeiros responsáveis. Não custa repetir: o que é irregular não são os moradores que ocupam prédios vazios por não ter onde morar. São os prédios, que pela lei do Estatuto da Cidade, não deveriam estar vazios. Políticas públicas podem ser tranquilamente capazes de enfrentar essa questão e fazer dos prédios ocupados uma solução para a cidade.

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A culpa é de muita gente, só não é das vítimas

A culpa é de muita gente, só não é das vítimas

Há duas ou três causas sobre as quais pode-se jogar a culpa pela para tragédias como o incêndio ocorrido no centro de São Paulo, que provocou o desmoronamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, com a morte de pessoas (ainda não se tem certeza de quantas, infelizmente). Nenhuma delas envolve os habitantes do prédio, embora a grande mídia insista em, sempre, apontar com destaque a "irregularidade" dos que promoveram a ocupação.

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Incêndio e ruína: é de um edifício que estamos falando?

Incêndio e ruína: é de um edifício que estamos falando?

POR CAIO SANTO AMORE

As trabalhadoras e trabalhadores paulistanos amanheceram com uma tragédia nesse 1º de maio de 2018. O edifício conhecido como Wilton Paes de Almeida, de propriedade federal, localizado no Largo do Paissandu, centro de São Paulo, que estava abandonado há vários anos e vinha sendo ocupado por famílias organizadas pelo MLSM (Movimento de Luta dos Sem Moradia) pegou fogo e ruiu durante a madrugada.

Foto Javam Ferreira Alves

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O Golpe e o MInha Casa, MInha Vida

O Golpe e o MInha Casa, MInha Vida

O processo de supressão sistemática das conquistas sociais que o governo ilegítimo vem promovendo se caracteriza pelas mudanças nos pormenores, nas entrelinhas.  Porém, com enrome impacto. Tratam-se de aspectos técnicos que o cidadão não especializado tem dificuldade em acompanhar, sequer consegue saber. Faz parte da estratégia, e assim vão sendo feitos os retrocessos em todas as áreas, na saúde, na previdência ou, por exemplo, na normativa sobre a regularização fundiária, que o governo quer alterar por meio da MP 759. A população precisa ser especializada em tudo para poder acompanhar o que está sendo feita com ela, o que é impossível. Daí a importância de cada um, em sua área, fazer a devida fiscalização. Apresentamos aqui os retrocessos que estão sendo sorrateiramente implementados no Programa MInha Casa, Minha Vida, a mais importante política de financiamento habitacional que o país teve para os mais pobres.

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Era o Hotel Cambridge

Era o Hotel Cambridge

Dia 16 de março estreia no circuito comercial um filme ímpar: Era o Hotel Cambridge, da diretora Eliane Caffé; Feito coletivamente com outros profissionais de talento, mas também com os moradores, as lideranças do movimento e estudantes de arquitetura, mistura ficção com documentário para mostrar a outra face. Aquela que as classes mais altas não vêem, porque o problema da habitação, para elas é invisível. 

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Sobre a política habitacional de Haddad e o conluio da mídia com o Estado

Por João Whitaker e Geraldo Juncal

Neste início de ano, o Secretário de Estado de Habitação, Rodrigo Garcia, concedeu entrevista à Folha de S. Paulo, na qual permitiu-se lançar uma série de opiniões, bastante questionáveis e em grande parte inverídicas, atacado nossa gestão na SEHAB e na COHAB e o governo de Fernando Haddad. É bom reestabelecer a verdade. 

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A complexidade da gestão pública no Brasil: para além do discurso da “eficiência empresarial”, no caso da política habitacional.

A Folha de S.Paulo publicou no domingo, 30/10, uma matéria intitulada “Dória quer 'destravar' projetos de habitação popular com parcerias”. Não temos ainda definição de quem conduzirá a política habitacional na cidade. É uma boa notícia que, ao menos, o prefeito eleito tenha aparentemente explicitado um pouco de suas ideias a respeito. Permito-me, por isso, fazer alguns comentários. E adianto, de antemão, que expressam certa preocupação.

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HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL EM ÁREAS CENTRAIS – UM OLHAR SINTÉTICO SOBRE O QUADRO OBSERVADO EM JOHANNESBURG E SÃO PAULO

Publico aqui artigo de meus amigos Ricardo Moretti, Benedito Barbosa e Francisco Comaru, que visitaram recentemente em viagem acadêmica pela UFABC, a cidade de Joanesburgo, África do Sul, onde os desafios para a habitação social em edifícios na área central muito se assemelha à realidade de São Paulo.

Artigo publicado originalmente no site do Observatório de Remoções, da FAUUSP

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Projetos de Intervenção Urbana (PIU): São Paulo inovando na intervenção pública sobre o espaço urbano.

É comum vermos no exterior grandes projetos de renovação urbanística, promovidos sob o controle do Poder Público. Aqui, entretanto, bairros abandonados proliferam nas nossas cidades. A diferença está nas condições de manejo, por parte do Estado, da questão fundiária. Pela primeira vez no Brasil, uma gestão municipal propõe um instrumento inovador nesse sentido, o PIU, que associado à uma Medida Provisória do Governo Federal, pode permitir mudanças qualitativas e democráticas na cidade.

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