Não é culpa da chuva é assassinato, mesmo !

Não é culpa da chuva é assassinato, mesmo !

Com um pouco de atraso, publico o texto-desabafo do amigo Dito, liderança respeitada e histórica dos movimentos de moradia, advogado e doutorando, sobre o descaso da sociedade (ou melhor, das classes altas), com tantas mortes - de gente pobre, negra, segregada - e a “culpa” que sempre é dada “a “falta de sorte”, à “natureza”, à “fatalidade”.Não é nada disso: é descaso mesmo, falta de gestão pública que se importe de fato com a população - toda ela.

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Golpismo barato não combina com lucro

A redemocratização brasileira passa por um momento delicado: quando os habitués da republica das bananas que o país já foi começam a exagerar na balbúrdia e no golpismo, a tal ponto de gerar instabilidade econômica e política a níveis mais preocupantes. Até mesmo para o capital.

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Minha caminhada com o mestre Plínio, por Chico Whitaker

Minha caminhada com o mestre Plínio, por Chico Whitaker

No dia em que o Brasil perdeu a Copa, ele também havia perdido, na madrugada, uma das suas maiores figuras públicas. O que nos mostra o quanto o futebol, no fundo, tem importância bem relativa. Morria na noite de 8 para 9 de julho Plínio de Arruda Sampaio, certamente um dos mais íntegros, honrados e justos políticos que o país já teve. De uma inteligência fenomenal. Deputado cassado pelos militares, depois constituinte, candidato a governador pelo PT, candidato do PSOL à presidência, eterno batalhador pela reforma agrária, Plínio lutou toda a vida pela causa dos injustiçados deste país, e sempre manteve coerência entre discurso e prática política. Foi com ele e por ele que me iniciei na política, ainda no começo dos anos 80. Aos que achavam que ele, no fim da vida, deu uma guinada à esquerda, desconfio ser mais justo dizer que o Plínio sempre se manteve onde esteve, o resto é que foi cada vez mais para a direita. Para mim, o Plínio sempre foi "tio Plínio", pela amizade fraterna de mais de 60 anos que tinha com meu pai, e que unia e une para sempre nossas famílias. Por isso, nada mais justo, para homenageá-lo neste blog, do que dar a palavra ao meu pai, Chico Whitaker, que escreveu um belo relato sobre o querido Plínio. Um texto que também se constitui em um retrato histórico de um rico e recente período da nossa história, que o Plínio ajudou a construir.

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Em que pé ficamos?

E agora, passada uma semana ou mais das primeiras manifestações, para onde vamos? O fenômeno ganhou amplitude, e tornou-se uma questão política, envolvendo políticos. Não é mais uma discussão técnica sobre transporte, é uma análise do comportamento dos políticos e seus partidos, da presidente, da mídia. Peço desculpas pela postagem bastante longa. A faço em resposta a muitas solicitações para que apresentasse uma análise das "manifestações de junho", que espero continuarão para além disso. Agradeço o número impressionante de leituras que este blog alcançou. O tamanho da análise, no fundo, é diretamente proporcional à riqueza do que o país está passando neste momento.

 

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