Projetos de Intervenção Urbana (PIU): São Paulo inovando na intervenção pública sobre o espaço urbano.

É comum vermos no exterior grandes projetos de renovação urbanística, promovidos sob o controle do Poder Público. Aqui, entretanto, bairros abandonados proliferam nas nossas cidades. A diferença está nas condições de manejo, por parte do Estado, da questão fundiária. Pela primeira vez no Brasil, uma gestão municipal propõe um instrumento inovador nesse sentido, o PIU, que associado à uma Medida Provisória do Governo Federal, pode permitir mudanças qualitativas e democráticas na cidade.

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66º Fórum Brasilianas.org (Luis Nassif)

O Luis Nassif organiza regularmente os Fóruns de Debates Brasilianas.org, e esta edição foi sobre o tema "A revolução das metrópoles: como prepará-las para serem cidades agradáveis". Tive o prazer de ser convidado para uma mesa, com a Ermínia Maricato e o Fernando Mello Franco. Publico aqui a minha fala no debate.

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Um balanço do primeiro ano da gestão Haddad

Um balanço do primeiro ano da gestão Haddad

A última reunião do Conselho da Cidade, aquele fórum criado pelo Prefeito Fernando Haddad com 100 lideranças de São Paulo, convidados dentre os mais variados setores e de amplo espectro ideológico, foi uma boa ocasião para um balanço da gestão do prefeito neste primeiro ano. 

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Empalidecendo o Plano, por Valter Caldana

Meu querido amigo e grande urbanista Valter Caldana complementou meu texto anterior, sobre a Cota de Solidariedade. Mostra mais uma sacanagem escamoteada na lei, que eu desconhecia: a mudança de "área construída" por "área computável", que simplesmente eleva para 40 mil m² o tamanho dos empreendimentos sujeitos à Cota de Solidariedade. Caldana é generoso, fala em "empalidecimento". Eu diria que é anulação mesmo. Com essa cereja no bolo, a lei simplesmente não vale mais para nada, nunca será aplicada. Pelo menos nos serve pedagogicamente para entender o que é o patrimonialismo na prática. Publico aqui o artigo do Caldana (no original, clique aqui)

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O patrimonialismo e as leis facultativas: o caso da Cota de Solidariedade em São Paulo

No Brasil, há leis que pegam e leis que não pegam, como gosta de lembrar a urbanista Erminia Maricato. Via de regra, funcionam, e muito bem, as que favorecem os grupos dominantes, enquanto são esquecidas no fundo do baú as que possam ter algum potencial de enfrentamento das nossas desigualdades, e assim, favoreçam os mais pobres. No caso do novo Plano Diretor de São Paulo, tivemos um exemplo de como as leis “se adaptam”, no caso delas ameaçarem os poderes constituídos, para evitar que sejam aplicadas em seu sentido original. É a tal “Cota de Solidariedade”, que gerou uma figura jurídica interessante, que o urbanista Flávio Villaça chama, com precisão, de “lei facultativa”. 

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O hotel que nunca foi hotel ou quando Estado e Judiciário se unem para promover o apartheid urbano

O hotel que nunca foi hotel ou quando Estado e Judiciário se unem para promover o apartheid urbano

foto do site http://www.edificiosabandonados.com.br/

Nesta semana, a cidade de São Paulo viu pela enésima vez o seu centro transformar-se em praça de guerra. Guerra de um só lado, como os grandes exércitos que pelo mundo massacram populações indefesas. Nosso exército é a PM, mandando bombas e balas de borracha em mães com bebês no colo, crianças em cadeira de rodas, idosos. Esses são nossos grandes criminosos, contra os quais o Estado mobiliza forças surpreendentemente numerosas e “eficazes” se compararmos ao flagrante fiasco desses mesmos “agentes da lei” na política de segurança pública e no combate o crime comum.

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Maluf, o Minhocão e a gentrificação

Maluf, o Minhocão e a gentrificação

Crédito da foto: Fernando Stankuns (clique aqui)

O nefasto elevado Costa e Silva teve um perverso efeito positivo, dentre todos seus aspectos negativos. Ao degradar o entorno, matar a rua, condenar os vizinhos a respirar toneladas de gás carbônico por anos a fio, o Minhocão desvalorizou tanto os prédios em sua orla que, com isso, permitiu que uma população de baixa renda tivesse condições de alugar ou até mesmo comprar, e assim morar no centro. As soluções para sua desativação não podem esquecer-se disso.

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Plano Diretor: aprovação já!!

Plano Diretor: aprovação já!!

Já disse repetidamente aqui que não sou especialmente fã dos planos diretores, pois não acredito muito na sua efetividade, e a melhor prova disso foi o plano passado, de 2002, que apesar das melhores intenções e diretrizes incríveis, ficou devidamente (e ilegalmente) engavetado por dois mandatos, sem que nada de grave ocorresse. Ainda assim, não é porque no Brasil mostram-se pouco efetivos que também devemos desistir de vez de fazê-los. Afinal, aos poucos a cultura urbanística vai se consolidando, e quem sabe em algumas décadas os planos serão verdadeiramente seguidos. No momento atual, o mais interessante par a cidade é que o plano em tramitação na Câmara Municipal seja aprovado, e rápido.

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Manifesto: Porque é errado instalar um aeródromo em Parelheiros, área de produção de água da cidade de São Paulo

Manifesto: Porque é errado instalar um aeródromo em Parelheiros, área de produção de água da cidade de São Paulo

Pesquisadores, doutores ou titulares, especialistas reconhecidos em diversas universidades brasileiras vêm a público manifestar seu desacordo com o projeto de instalação de um Aeroporto na região de Parelheiros, ao sul do Município de São Paulo devido estar, a iniciativa, em total conflito com legislação municipal, estadual e federal conforme exposto a seguir.

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